Farmacêutica Kley Hertz investe R$ 100 milhões em Guaíba

Protocolo de intenções foi assinado em setembro/12, e projeto prevê início das obras em março de 2013

A assinatura de um protocolo de intenções no Palácio Piratini, marcou o início do processo de expansão da Kley Hertz no Estado. A empresa farmacêutica, conhecida pela produção do medicamento antigripal Resfenol, pretende investir R$ 100 milhões na construção de uma nova planta na Zona Mista Industrial de Guaíba.  O objetivo é ampliar a atual produção de 30 milhões de unidades para 100 milhões a partir de 2015.

De acordo com o diretor, Arthur Hertz, as obras devem se iniciar em março de 2013, com conclusão prevista para 2015. O executivo explica que o projeto integra o planejamento estratégico da companhia - que possui mais de 60 marcas e 120 produtos - para acompanhar as previsões de crescimento do mercado farmacêutico no País. “O Brasil saltou da 10ª posição em 2006 para a 6ª colocação no ranking de comercialização de medicamentos. A expectativa é de que possamos chegar ao 4ª posto em 2016. Já crescemos em média 21% acima do setor e queremos dar início a parcerias estratégicas para exportações nos próximos três anos”, revela.

Com faturamento de R$ 129 milhões em 2011, a Kley Hertz pretende contratar mais 150 colaboradores, além dos 500 funcionários atuais.  Presente em mais de 50 mil pontos comerciais, a indústria também projeta reforçar a atuação nacional. “Somos líderes em alguns segmentos de mercado que não exigem prescrição médica, e com a inauguração de um novo centro de distribuição em Belo Horizonte, vamos incrementar nossa participação em um mercado que movimentou R$ 12 bilhões em 2011”, assegura.  

O governador Tarso Genro destacou a opção da empresa pelo polo industrial de Guaíba, agora com seis instalações confirmadas. O chefe do Executivo gaúcho ainda ofereceu colaboração para as tratativas com possíveis parceiros comerciais no Mercosul. “Estamos muito orgulhosos com este investimento. A localização estratégica do Rio Grande do Sul, no que tange ao Mercosul, e as ferramentas disponibilizadas pela nova Política Industrial foram essenciais para a consolidação do empreendimento”, ressaltou.    
  
Na visão do secretário de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik, o acordo fortalece a competitividade do setor no Rio Grande do Sul e facilita a atração de novos aportes para a área de saúde avançada. “Foi uma negociação tranquila e celebramos o fato de ter apoiado mais uma empresa que possui suas raízes no Estado. Além disso, este é um dos 22 setores prioritários da nossa política industrial”, afirma.
CACO ARGEMI/PALÁCIO PIRATINI/JC

Ambev confirma nova fábrica no Estado do Paraná

A fabricante de bebidas Ambev confirmou terça-feira 04/12, a construção de uma nova fábrica no Paraná.

Em nota, a empresa ratificou os aportes de R$ 580 milhões para uma nova unidade produtiva de cerveja e refrigerante, com a criação de mil postos de trabalho durante as obras e cerca de 500 empregos diretos e indiretos após o início da operação previsto para 2014. Inicialmente, a capacidade total de produção será de 7 milhões de hectolitros.

A empresa não informou o município escolhido para abrigar a nova fábrica, já que somente agora, com a assinatura do protocolo de intenções com o governo, é que se iniciarão os estudos para a melhor localidade do estabelecimento. Entretanto, é grande a especulação de que a nova fábrica se localize em Ponta Grossa. Na segunda-feira o governo do Estado do Paraná disse que unidade será enquadrada no programa de incentivos fiscais do Estado, o Paraná Competitivo.

No Paraná, a Ambev emprega mais de 15 mil funcionários, entre diretos e indiretos, e já tem duas unidades fabris: uma em Curitiba e outra em Almirante Tamandaré. Além das fábricas, a companhia possui seis Centros de Distribuição Direta (CDD) localizados em Curitiba, Paranaguá, Londrina e Francisco Beltrão.

"O Paraná é estratégico para a Ambev, por isso estamos investindo em uma nova unidade que será uma das maiores do Brasil. A Ambev já investiu cerca de R$ 2 bilhões em 2012, sendo que cerca de 75% desse valor foi investido no Brasil", disse o vice-presidente de Relações Corporativas da Ambev, Milton Seligman, no comunicado.

Somente na região Sul, a fabricante investiu R$ 85 milhões na ampliação da capacidade produtiva da fábrica de Sapucaia do Sul (RS) e R$ 8,9 milhões na construção de um novo CDD em Santa Cruz do Sul, no Estado gaúcho. Além disso, as safras de cevada do Paraná e do Rio Grande do Sul deste ano já serão processadas na nova maltaria da Ambev em Passo Fundo (RS).

SUZANA INHESTA - Agencia Estado

Prati-Donaduzzi, de genéricos, está no radar de multinacionais

Laboratório paranaense cresce acima dos 20% e usa medicamentos fracionados para entrar nas farmácias

A Prati-Donaduzzi, laboratório farmacêutico especializado na produção de medicamentos genéricos e similares, comemora hoje 19 anos. Apesar disso, os executivos da companhia não vão ter muito tempo para festa. Ainda essa semana, terá início as obras para a construção de uma nova fábrica de medicamentos, na cidade de Toledo, no Paraná, que ajudará a expandir sua capacidade produtiva em 50%. “Já estamos quase no limite ”, afirmou, ao BRASIL ECONÔMICO, Luiz Donaduzzi, presidente da Prati.

A nova unidade, que deve ficar pronta no segundo semestre de 2014, receberá investimentos de R$ 100 milhões e vai ajudar a Prati a atender a demanda crescente das redes de farmácia e hospitais. “Durante esse ano, passamos por uma etapa de consolidação, terminando com a marca bem mais conhecida e com maior credibilidade”, diz Donaduzzi. Além da construção dessa unidade, a fábrica atual passará por umprocesso de modernização, o que deve possibilitar um aumento de 20% na produção já no que vem. Em 2012, serão produzidas 10 bilhões de doses terapêuticas.

Com a empresa registrando índices anuais de crescimento acima dos 20% nos últimos anos e o setor de medicamentos brasileiros atraindo cada vez mais interesse de investidores estrangeiros, é natural que o laboratório entre no radar de algumas multinacionais. “Somos muito assediados. O preço que eles oferecem até é alto, mas nós não estamos à venda”, diz Donaduzzi. “Nessa fase da vida, não faz sentido eu querer mudar de atividade profissional.”

Estratégia

 Boa parte do crescimento da Prati está baseada emuma estratégia adotada pela companhia há pouco tempo. No passado, o foco do laboratório era atender o setor público, com vendas para abastecer os hospitais de todas as esferas do governo. Ainda hoje, essas vendas ocupam a maior parte do faturamento. A presença nas farmácias, porém, tem aumentado — o que ajuda bastante na rentabilidade da empresa. “Em alguns casos, o governo paga preços muito defasados”, diz Donaduzzi.

Para facilitar a entrada em algumas  farmácias, a Prati resolveu atacar um nicho de mercado que vinha sendo ignorado pelas grandes concorrentes: o de medicamentos em embalagens fracionadas. Esse tipo de remédio não precisa ser comprado em caixas fechadas, gerando uma economia para o consumidor. Assim, ele pode comprar apenas a quantidade exata de remédios que foi receitada pelo médico. “Para a maior parte dos concorrentes não compensa investir nesse segmento, por conta dos custos. Como nós já fazíamos fracionados para os hospitais, resolvemos que essa seria uma boa forma de entrada nas farmácias”, afirma Donaduzzi.

Segundo ele, o fato de ter fracionados serviu como porta de entrada para o portfólio da Prati em determinadas redes.

Como resultado dos investimentos, a empresa fechou o mês de outubro com market share de 2,64%, segundo dados da consultoria IMS Health, especializada no mercado de saúde.

Hoje, a Prati produz mais de 160 apresentações diferentes (um mesmo princípio ativo pode ter diversas apresentações), incluindo genéricos de medicamentos famosos, como Luftal, Nebacetin e Rivotril. Outros 40 remédios estão em fase de pesquisas nos laboratórios da Prati e alguns deles devem chegar às prateleiras das farmácias no próximo ano. “O foco são as moléculas que tenham maior valor agregado, mas não estamos planejando entrar no ramo de biossimilares. Essa área requer muito investimento.”

Fonte: BRASIL ECONÔMICO

SCA vai ampliar mix de produtos e disputa com Kimberly e Hypermarcas

Líder global em produtos para incontinência urinária, sueca faturou US$ 9 bi até setembro

A sueca SCA levou anos planejando sua entrada no país. A exemplo de outras conterrâneas como Ericsson, Volvo e Scania, Electrolux, Saab e Tetra Pak, a companhia que atua na área de cuidados pessoais e é líder mundial na venda de produtos  para incontinência urinária, fez uma estreia modesta, com a compra da empresa brasileira Pro Desert, na época avaliada  em cerca de R$ 140 milhões.

O tempo de teste acabou. O presidente mundial da companhia, Jan Johansson, afirmou recentemente que “ficará muito decepcionado se, em cinco anos, metade dos negócios da empresa não vierem de países emergentes”, hoje com apenas 18% de participação. Um volume de negócios alto para a empresa que teve uma receita de US$ 9 bilhões até setembro.

Isso aumentou o desafio de Julio Ribas, presidente da companhia no Brasil. “Nossa estratégia é crescer em todas as categorias em que atuamos, inclusive, trazendo novos produtos”, diz.

Novas aquisições no Brasil também estão na mira da companhia, que atuaem cem países com duas linhas de produtos, Tena, para incontinência e Tork, de lenços e toalhas de papel. No Brasil, vende também a marca Biofral, de fraldas e outros produtos para bebês. A SCA tem ainda 20% de seu negócio proveniente da exploração da floresta, negócio que deu origem a companhia em 1929.

Ribas, que é ex-executivo da Procter&Gamble, afirma que no Brasil o mercado de incontinência urinária movimenta cerca de R$ 1 bilhão. “Temos 10 milhões de pessoas sofrendo de algum tipo de incontinência, o mesmo número de diabéticos”, alerta. Por isso, o potencial poderia até ser maior, não fosse o tabu em relação ao tema.

“Não é o assunto mais sexy para se discutir em um cocktail”, brinca o executivo. “As pessoas ligam a incontinência a um problema exclusivamente de idosos, o que não é verdade. Até mesmo atletas de alta performance chegam a sofrer com o problema”, explica.

No Brasil, a SCA compete diretamente com Hypermarcas e com Kimberly-Clark. Em 2012, a estratégia da empresa foi investir na aproximação do mercado hospitalar. A chegada ao varejo é recente. Em outubro, a empresa começou a distribuir para redes farmácias em todo o país. Ribas afirma que o varejo brasileiro, especialmente o de supermercados, ainda tem dificuldade em trabalhar com as fraldas geriátricas.  “É um tabu, mas vai mudar."
Fonte: BRASIL ECONÔMICO

BNDES libera R$ 2,2 bi para fábrica de fertilizantes da Petrobrás em MS

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou ontem financiamento de R$ 2,2 bilhões para a Petrobrás instalar uma fábrica de fertilizantes nitrogenados no Mato Grosso do Sul. Com essa operação, o valor de empréstimos liberados pelo banco à estatal desde 2008 sobe para R$ 46,6 bilhões.

A cifra não inclui o aporte de R$ 24,8 bilhões em participação acionária na megacapitalização da companhia feita em 2010. O banco de fomento só pode emprestar um montante tão elevado porque o Conselho Monetário Nacional (CMN) abriu uma exceção para as normas de prudência e risco bancários no caso das empresas do setor de petróleo e gás.

De acordo com Manoel Sá, gerente do Departamento de Indústria Química (Deinq) do BNDES, o projeto da fábrica de nitrogenados da Petrobrás é estratégico porque a balança comercial de insumos químicos tem nos fertilizantes um dos maiores déficits.

A previsão é que a fábrica entre em operação em setembro de 2014, com capacidade para produzir 1,2 milhão de toneladas por ano.

Segundo o BNDES, no auge da construção, a unidade vai gerar 5.400 empregos diretos. Na fase operacional, serão 505 empregos diretos. Esta será a terceira planta de fertilizantes nitrogenados da Petrobrás. As duas primeiras ficam em Camaçari (BA) e em Laranjeiras (SE).

Os técnicos do BNDES marcaram uma visita para acompanhar o andamento das obras. A expectativa é que a produção de ureia da unidade permita uma redução da necessidade de importação do produto de 66% para 39% da demanda estimada do mercado nacional - de cerca de 4 milhões de toneladas por ano.

"O setor de fertilizantes está indo muito para aquela região (Centro-Oeste)", disse Sá, ressaltando as vantagens da localização do projeto da Petrobrás.

A fábrica ficará próxima do Gasoduto Brasil-Bolívia, dos modais de transporte rodoviário, ferroviário e hidroviário e do mercado alvo de fertilizantes (interior de São Paulo, norte do Paraná, sul e sudoeste de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul).

Estar perto do Gasoduto Brasil-Bolívia é importante porque o gás natural é um dos principais insumos para fertilizantes. O BNDES contratará ainda um estudo para identificar, no setor de insumos químicos, quais segmentos precisam de mais apoio,informou Sá.

Troca de ativos. Na terça-feira, a Petrobrás anunciou uma troca de ativos com a Vale no setor de fertilizantes. Pelo acordo, a estatal passou a deter o controle da Araucária Nitrogenados. Com os recentes movimentos, a companhia deixou claro que seu foco no segmento é nitrogenados.

A estratégia da estatal está baseada em sua grande produção de gás natural, que tende a aumentar com a entrada em produção dos campos do pré-sal. A reação química entre nitrogênio e gás natural leva a produção de amônia, um composto importante para a produção de fertilizantes. A amônia e derivados, como a ureia, são usados na agricultura como adubos.

O nitrogênio, fósforo e o potássio são os três nutrientes básicos para a composição de fertilizantes. Atualmente, o Brasil é dependente da importação de todos eles. Nos últimos anos, o governo vem incentivando um aumento da produção da Vale e da Petrobrás para reduzir a dependência.

VINICIUS NEDER , MÔNICA CIARELLI
O Estado de S. Paulo

Ambev finaliza maltaria em Passo Fundo (RS)

A Ambev anunciou nesta sexta-feira que vai finalizar em breve a fase de testes da nova maltaria na cidade de Passo Fundo.

O investimento na fábrica foi de mais de R$ 120 milhões e a capacidade inicial de produção de malte será de 110 mil toneladas por ano, que deve operar com capacidade plena a partir de janeiro. A maltaria de Passo Fundo deverá abastecer as cervejarias das regiões Sul e Sudeste.

A Ambev disse ainda que já projeta uma ampliação na maltaria. O novo investimento na unidade será de R$ 100 milhões, mas ainda não tem data definida.

TÁSSIA KASTNER - Agencia Estado

União Química estreia em defensivo biológico e reforça saúde animal

A farmacêutica nacional União Química adquiriu a empresa Bthek, especializada em biotecnologia voltada para o controle de pragas agrícolas, e decidiu reforçar seu portfólio em saúde animal.

Com forte posição em contraceptivos, remédios similares (genéricos de marca) e Mips (Medicamentos Isentos de Prescrição), cujo carro-chefe é o produto Vodol, o laboratório não quer mudar seu foco de atuação, apenas aumentar sua cesta de produtos, com ênfase em saúde animal.

A empresa recém-comprada marca a entrada da farmacêutica em defensivos agrícolas, voltados para o controle de pragas com produtos biológicos. Criada por ex-pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a empresa nascente já possui produtos com registros na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que serão lançados nos próximos meses, disse ao Valor Fernando de Castro Marques, presidente do grupo.

A estratégia da companhia é diversificar seus negócios, sem perder o foco em medicamentos. A decisão de entrar no mercado de defensivos agrícolas reflete o bom momento do agronegócio brasileiro - esse segmento movimenta no país cerca de R$ 7 bilhões por ano. A área de inseticidas, na qual a União Química faz suas apostas, gera vendas anuais de R$ 1 bilhão.

Com três fábricas em operação, o grupo trabalha para expandir sua participação em saúde animal. Em seu pipeline estão em desenvolvimento medicamentos voltados para animais de pequeno porte, como cães e gatos, além de produção de hormônio para rebanho leiteiro.

A União Química vai lançar antidepressivo para o segmento pet. Segundo Miguel Giudicissi Filho, diretor médico do grupo, a empresa vai adaptar remédios humanos na dosagem adequada para animais, com estudos clínicos realizados. Outro futuro lançamento será remédio para hipertensão para animais.

A entrada do grupo em saúde animal ocorreu em 2010, com a compra da Tecnopec, voltada para reprodução e hormônios. A farmacêutica fechou recentemente parceria com uma multinacional para produzir o hormônio natural BST/BGH para rebanho leiteiro, com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Segundo Marques, a aplicação desse produto em vacas em lactação aumenta entre 25% e 30% a produção leiteira. "A patente desse produto expirou. Adquirimos a tecnologia e vamos começar a produzir no Brasil com preços mais baixos", afirmou.

Cada ampola, que tem de ser aplicada duas vezes por mês, custa R$ 14. "Vamos comercializar por cerca de R$ 20 as duas", disse. "A expectativa é de que a divisão animal do grupo - a Agener - represente 20% do faturamento. Os outros 80% continuam com saúde humana", disse o empresário. "Desde 2008, dobramos o faturamento. Vamos encerrar 2012 com R$ 600 milhões e projetamos atingir R$ 740 milhões no próximo ano."

Em saúde humana, os planos da União Química - que faz parte da Bionovis (uma das superfarmacêuticas voltadas para biológicos), são reforçar as parcerias estratégicas. "Fizemos acordo com a francesa Théa em oftalmologia, com dois produtos e lançaremos mais sete nos próximos meses", afirmou o empresário, que também tem participação acionária na Biolab.

Mônica Scaramuzzo - São Paulo - Valor Econômico

Novartis vai ampliar produção de medicamentos genéricos no Brasil

Vendas no País, que é o sexto mercado para o laboratório suíço, crescem mais de 10% ao ano e ficaram acima de R$ 3 bilhões em 2011

De olho na expansão dos gastos dos brasileiros com a saúde, a Novartis lançará um vasto programa de introdução de novos remédios no mercado nacional, vai ampliar sua produção de genéricos e incrementará os testes clínicos realizados no País. As informações são de Adib Jacob, o novo presidente do Grupo Novartis no Brasil e que hoje simbolicamente será apresentado ao mundo empresarial e diplomatas em um evento na Embaixada da Suíça em Brasília.

Em entrevista exclusiva ao Estado, o executivo deixou claro que a atenção ao mercado brasileiro faz parte de uma estratégia mais ampla do grupo com sede na Suíça de se lançar na conquista dos emergentes, justamente num momento que a renda desses países se eleva, a expectativa de vida aumenta e a crise na Europa não dá sinais de perder força.

O Brasil, segundo ele, já é hoje o sexto maior mercado de produtos Novartis no mundo, ganhando praticamente uma posição a cada ano na última década. Juntos, os emergentes já representam 22% das vendas mundiais da Novartis e, pelos cálculos de Jacob, esse bloco de economias poderá já representar um quarto de todas as vendas em 2013.

"São nesses países que vemos um crescimento mais dinâmico", disse o novo presidente. "Há uns anos, a empresa se concentrava em projetos que fizessem sentido na Europa e Estados Unidos. Hoje, há uma visão clara de que temos de atender às necessidades dos emergentes."

Em 2011, as vendas da gigante do setor farmacêutico chegaram a US$ 58 bilhões. Mas, se o desempenho nos países ricos patina, nos emergentes a expansão é importante. No caso do Brasil, o crescimento é de mais de 10% ao ano. Em 2011, as vendas já chegaram a R$ 3 bilhões.

Não por acaso, a atenção sobre o mercado nacional faz parte dos planos estratégicos da empresa. A Novartis prepara já o terreno para a fabricação de vacinas para meningite, em uma fábrica em Pernambuco que vai custar US$ 500 milhões.

Mas os planos da empresa vão além. Um exemplo é a fábrica de genéricos da companhia em Cambé, no Paraná. Hoje, remédios genéricos correspondem a 15% das vendas nacionais da Novartis. Mas a aposta é de uma expansão rápida nos próximos anos. "Já operamos com capacidade de produção plena e vamos fazer uma ampliação da fábrica de Cambé", confirmou Jacob. Segundo ele, o segmento de genéricos tem sido a área mais dinâmica do mercado brasileiro.

Desenvolvimento. Outra iniciativa é aumentar os investimentos em estudos clínicos locais, chegando a 200. Com parcerias como a que tem com o Instituto Nacional do Câncer (Inca) para o tratamento do câncer no colo do útero, a Novartis deve terminar 2012 com R$ 80 milhões em testes clínicos realizados no País. Em 2011, os investimentos foram de R$ 58 milhões em 2011.

Para 2013, Jacob garante que a Novartis será uma "máquina de lançamentos". Entre os produtos que poderão entrar no mercado estão os medicamentos para tratamento da fibrose cística, edema macular diabético, esclerose múltipla e psoríase.
Fonte: O ESTADO DE SÃO PAULO

Vigor foca em crescimento orgânico nos próximos 4 anos

A Vigor, empresa de lácteos do Grupo JBS, quer buscar um faturamento de R$ 5 bilhões a R$ 7 bilhões e margem Ebitda entre 10% e 15% nos próximos anos, segundo informou, nesta quarta-feira 19/12, seu presidente, Gilberto Xandó.

No caso das margens, a Vigor superaria os patamares históricos da companhia. De janeiro a setembro deste ano, a receita líquida da Vigor foi de R$ 978,732 milhões, alta de 7,5% ante igual período do ano anterior, e a margem Ebitda ficou em 5,4%, ante 2,8% nos nove meses de 2011.

"Não há um prazo definido para atingirmos esses resultados. Mas a indústria de lácteos deverá crescer mais, impulsionada pelo incremento de renda da população. A seta indica para uma expansão gradual e sucessiva", disse o executivo.

"Uma margem Ebitda de 15% é perfeitamente factível, uma vez que estamos melhorando nosso mix de produtos e fortalecendo nossas marcas. E continuaremos nosso trabalho de focar mais em segmentos e itens de maior valor agregado", completou.

Xandó também explicou que desde o começo do ano a Vigor tem reposicionado seus produtos no mercado. "Saímos e entramos em diversas categorias e produtos. Começamos o ano com 280 itens, estamos mais ou menos com esse número e deveremos continuar assim. Saímos, por exemplo, de massas frescas e entramos no iogurte grego e funcionais".

O executivo reiterou que a Vigor precisará fazer aquisições para ter presença maior no Nordeste e no Rio Grande do Sul, mas que estão previstas para o médio prazo (daqui há uns cinco anos, no mínimo). "Grandes aquisições e fusões não estão nos planos da companhia. Não agrega valor na nossa estratégia. Mas deveremos crescer muito organicamente nos próximos três, quatro anos", completou.

SUZANA INHESTA - Agencia Estado

Natura compra 65% da australiana Emeis Holdings

A Natura Cosméticos assinou contrato de compra de 65% da Emeis Holdings, fabricante australiana de cosméticos e produtos de beleza, por R$ 148,7 milhões ou 68,25 milhões de dólares australianos.

A Emeis opera sob a marca Aesop na Austrália, Ásia, Europa e América do Norte.

A expectativa é fechar a operação até 30 de abril e o pagamento será feito com o caixa da companhia. A Natura afirmou que convocará, oportunamente, uma assembleia geral extraordinária para ratificar a aquisição.

“Esta operação possibilita à Natura o acesso a uma marca expressiva e global com excelentes produtos oferecidos por meio de uma experiência única de compra em lojas conceito”, afirmou a empresa em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A Natura e a Emeis continuarão operando independentemente, mas a brasileira afirmou que ambas estarão “empenhadas em compartilhar estruturas e competências regionais”.

A Aesop continuará a ser comandada por seu atual diretor-executivo, Michael O’Keeffe. O fundador da Aesop, Dennis Paphitis, permanecerá envolvido com a empresa na função de consultor após a conclusão da transação.

O fundo de private equity Harbert Australia realizará o desinvestimento na Aesop como parte da transação. Os outros 35% da empresa estão nas mãos de seu fundador e de seus gestores.

Fundada em Melbourne, na Austrália, em 1987, a Aesop produz cosméticos para pele, cabelo e corpo com ingredientes. Os produtos são vendidos em 61 lojas-conceito em 11 países, com presença em grandes cidades, como Paris, Tóquio e Nova York, e também pela internet e em algumas lojas de departamento.

A Natura, fundada em 1969, distribui seus produtos por meio de 1,5 milhão de consultoras – 1,2 milhão no Brasil. A companhia encerrou 2011 com receita líquida consolidada de R$ 5,8 bilhões, incluindo as operações do Brasil, Argentina, Chile, Peru, México e Colômbia. No terceiro trimestre de 2012, os cinco países estrangeiros da América Latina representavam 12,3% da receita consolidada.

Daniela Meibak e Adriana Meyge | Valor

Leo Pharma cria base no país para expandir


 
O laboratório dinamarquês Leo Pharma decidiu mudar sua estratégia para abocanhar um naco maior do polpudo mercado farmacêutico brasileiro, que cresce acima de dois dígitos nos últimos anos.

Especializado em doenças de pele, o grupo contratou o executivo alemão Thomas Weidauer para comandar os negócios da companhia no país e aumentar o portfólio de medicamentos.

Até então, os produtos da Leo Pharma eram vendidos no Brasil pela Roche desde o fim de 2010, por meio de um contrato de distribuição feito com a farmacêutica dinamarquesa. Desde julho à frente da empresa, Weidauer chegou ao país com a meta de tornar os produtos do laboratório a marca preferencial em sua categoria até 2020.

Com forte sotaque alemão, o executivo está à procura de um imóvel para fixar residência em São Paulo. Weidauer sabe que a tarefa para expandir a atuação da empresa no segmento farmacêutico não será nada fácil, mas está disposto a encarar o desafio. Em entrevista ao Valor, ele disse que a primeira estratégia da empresa será aumentar o portfólio de medicamentos.

Até o momento, apenas dois produtos do grupo são negociados no Brasil - o Verutex, indicado para eczema, doença autoimune, e o Daivobet (hidrato de calcipotriol + dipropionato de betametasona), nas apresentações creme e pomada, para o tratamento de psoríase. Essa doença atinge de 1% a 3% da população no mundo. No Brasil, estima-se que 2,5 milhões de pessoas tenham psoríase, mas apenas 5% delas estejam em tratamento, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia. A companhia chegou a fazer proposta para incluir esse medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS), mas teve seu pedido recusado.

A partir de 2013, a companhia vai comercializar o medicamento Picato (mebutato de ingenol), de uso tópico para o tratamento da queratose actínica (ou queratose solar ou ceratose), um precursor potencial de câncer de pele não melanoma causado pela exposição ao sol sem proteção. A versão do Daivobet em gel também teve aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser vendida no Brasil ano que vem.

Esta é a segunda passagem de Weidauer pelo país. A primeira foi em 2002 e durou cinco anos, quando o executivo foi designado para coordenar os negócios farmacêuticos da companhia belga Solvay - vendidos posteriormente para o laboratório americano Abbott.

Weidauer trabalha para que a companhia eleve em 60% a receita da Leo Pharma no país até 2015. Atualmente, a subsidiária brasileira fatura R$ 21 milhões, valor considerado baixo, se comparado às empresas médias instaladas no país, com vendas de R$ 300 milhões. O crescimento até 2015 será com aumento de portfólio. O faturamento global do grupo em 2011 foi de US$ 1,4 bilhão.

O executivo não descarta aquisição de uma fábrica no país no médio e longo prazo, mas assim como boa parte das multinacionais pretende continuar com a importação de produtos. Neste momento, a companhia não está em negociação com nenhuma empresa. "Tem que ser uma companhia com produtos que façam sentido para o grupo." Se concluir a compra de uma unidade no país, será a primeira fora da Europa. A Leo Pharma tem cinco fábricas, todas em países europeus.

Fonte: VALOR ECONÔMICO

Baxter fecha acordo para comprar a suíça Gambro

A Baxter International informou terça-feira (4/12) que chegou a um acordo para adquirir a fabricante de equipamentos médicos suíça Gambro por US$ 4 bilhões.

O pacto, se for finalizado, vai unir duas das três maiores fabricantes mundiais de equipamentos para diálise.

Segundo a Baxter, mais de 2 milhões de pacientes em todo o mundo fazem tratamento com alguma forma de diálise, sendo que esse número cresce mais de 5% ao ano, em parte devido à expansão da diabetes e da hipertensão. A empresa afirmou que o acordo anunciado hoje vai permitir a expansão dos negócios da Gambro em regiões de forte crescimento, como a América Latina e a Ásia.

Ainda não está claro se a aquisição será aprovada pelas autoridades antitruste, mesmo assim as companhias esperam concluir o acordo na primeira metade do ano que vem. A maior companhia do setor é a alemã Fresenius Medical Care. Por volta das 13h25 (de Brasília) as ações da Baxter perdiam 1,05% na Bolsa de Nova York. As informações são da Dow Jones.

ÁLVARO CAMPOS - Agencia Estado

Hypermarcas prepara-se para vender ativo da Luper

Empresa criou holding para receber ativos que foram vendidos à Avert Laboratórios

A Hypermarcas anunciou ontem a cisão parcial da empresa para criação da Braga Holding, que vai receber os ativos da Luper Indústria Farmacêutica, segundo comunicado da empresa à Comissão Valores Mobiliários (CVM).

Trata-se da unidade fabril localizada emBragança Paulista, no Estado de São Paulo, que foi vendida no início do mês para a Avert Laboratórios, por R$ 17 milhões.

Mesmo com a cisão, no entanto, o capital social da Hypermarcas ficará inalterado.

A Luper foi adquirida pela Hypermarcas em 2010, no entanto a produção da empresa foi transferida para Anápolis, conforme  o plano de consolidação do parque fabril e logístico da Hypermarcas.

“O fechamento e a implementação da operação estão previstos para ocorrer até 04 de fevereiro de 2013”, informou a empresa ao mercado.

Fonte: BRASIL ECONÔMICO